terça-feira, 19 de junho de 2007

DEVER DE CASA

Lugar de confissão é na igreja. Como sou avesso a igrejas, a conclusão é meio óbvia. Por isso não ia tocar no assunto, mas dever de casa é dever de casa... A Beth pede que sigamos com as discussões sobre a técnica GO e GV (Grupo Observação/Grupo Discussão), utilizadas na última aula de didática. Pois bem, aqui vai: ODIEI.
Se o objetivo da aula foi ensinar o uso da técnica, aplausos. Agora, eu não consigo encaixá-la nas disciplinas que domino o suficiente para ensinar. E também não imagino como um professor de "hard science" - ou mesmo de algumas das humanidades, como História, Geografia, línguas, consiga obter algum progresso didático com a prática. Talvez dê certo para Filosofia, Artes, ou coisas parecidas, que são ciências bem mais subjetivas. Mas subjetividade tem limites e, no mundo real, as outras pessoas não estão interessadas no que eu acho, mas sim em quem eu me apóio para achar alguma coisa. Por isso conhecimento científico é essencial e há pouco espaço para ele na utilização dessas técnicas de discussão, que derivam, inevitavelmente, para o "achismo".
Minha irritação pode até ter origens psicanalíticas. Talvez pelo fato de ser filho único de mãe filha única, nunca consegui lidar bem com os trabalhos de grupo. Isso não quer dizer que, na minha modesta avaliação narcisista, seja incapaz de trabalhar em equipe. Pelo menos até agora nunca tive nenhum tipo de problemas com isso. Aliás, ao procurar uma boa definição para a diferença de trabalho em grupo para trabalho em equipe, dei com um bom artigo da psicóloga Maria Inês Felippe, especialista em recursos humanos.
Lá (o link é http://www.melhorias.com.br/artigos/1006201.html) ela resume: "O trabalho em equipe é um trabalho de grupo com alto desempenho, onde seu potencial geralmente é grande e precisa ser bem administrado, pois necessita obter uma participação mais objetiva, alcançando altos estágios de desempenho ou seja, ultrapassando os modos tradicionais".
Apresentem-me, portanto, uma técnica didática que utiliza o trabalho em equipe, e prometo ser bem mais complacente.

Um comentário:

Amélia Diniz disse...

Saulo,

Adorei sua sinceridade. Concordo com você. Tem algumas coisas que somos obrigados a estudar que às vezes fico pensando qual beneficio para minha vida pessoal e profissional. E você conseguiu traduzir em palavras o que muitos alunos pensam e não tem coragem de dizer.

Quanto à atividade de ontem, não gostei da análise dos colegas, pois não interpretaram muito bem o espírito da nossa discussão que foi mais acalorada.

Parabéns pela iniciativa.